O senador e ex-jogador Romário voltou a ver seu nome envolvido em um imbróglio judicial de cifras astronômicas! A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora dos valores que o Baixinho tem a receber da CazéTV por sua participação na cobertura da Copa do Mundo de 2026. A informação foi antecipada pelo portal Metrópoles.
A decisão partiu da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca e acontece na fase de cumprimento de sentença de um processo movido pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. O que impressiona é o salto do valor: a cobrança, que lá atrás girava em torno de R$ 1,5 milhão, saltou para impressionantes R$ 32,4 milhões após anos de juros, multas e correções monetárias!
Mais do que reter o dinheiro, a Justiça quer entender os detalhes do acordo. Segundo os documentos obtidos pelo veículo, a CazéTV terá que abrir o jogo e apresentar toda a documentação que envolve a contratação do ex-atacante para o Mundial dos EUA.
Isso inclui desde os contratos principais e propostas comerciais até notas fiscais, recibos e comprovantes de depósito. Caso Romário tenha sido contratado por meio de alguma empresa parceira ou terceirizada ligada à cobertura do torneio, a ordem é que os responsáveis pelos repasses sejam devidamente identificados.
Vale lembrar que, durante a competição, a presença do senador nas transmissões deu o que falar. Conforme publicado pelo portal, o ex-jogador inclusive devolveu parte da remuneração equivalente aos dias em que esteve em solo americano cobrindo o evento.
Para entender a treta, é preciso voltar no tempo. A disputa começou com o fechamento do Café Onze Bar, antigo empreendimento em que Romário era sócio.
Ainda de acordo com a reportagem, o caso que corre no Superior Tribunal de Justiça (STJ) mostra que a Koncretize havia sido contratada para gerenciar o estacionamento do local usando elevadores automotivos. Quando o bar fechou as portas, em 2011, houve um desentendimento feio sobre a retirada desses equipamentos, o que levou o caso aos tribunals.
O Baixinho até tentou selar a paz: assinou um termo de confissão de dívida de cerca de R$ 1,5 milhão para encerrar a briga. O problema é que, de acordo com a empresa, o acordo virou fumaça e nunca foi pago. O resultado? Uma bola de neve que se arrasta há mais de uma década.
Esta não é a primeira cartada da Justiça para tentar reaver o dinheiro. Antes de mirar no cachê da Copa, o tribunal já havia feito uma varredura no patrimônio do ex-jogador.
O veículo destaca que, em decisões anteriores, Romário já teve uma lancha, um Porsche e um imóvel penhorados. O cerco ficou ainda mais apertado com restrições via sistema Renajud sobre outros dois carros de sua frota: um Audi e um Peugeot. Agora, a CazéTV entra como o novo alvo estratégico para tentar quitar essa conta que parece não parar de crescer.